Eliane Auer

Só quem conhece a alma do poeta é que sabe onde moram suas emoções.

Textos

Um pouco de linguagem

Pessoas de qualquer língua refletem sobre a forma de linguagem que utilizam. Essas pessoas fazem observações quanto aos diversos dialetos usados nas diferentes estruturas sociais.
O que sempre me chamou atenção foram às diversidades lingüísticas, em especial os dialetos onde sempre de maneira coloquial comentamos sem que fundamentássemos em bibliografias.
Sabemos que a partir do encontro de dois falantes de uma mesma língua eles se interagem de maneira lingüística e através deste contato se cria uma imagem um do outro é como se as pessoas tivessem mostrando seu nível social, e intelectual através de sua fala.
Exemplificamos o uso do telefone onde comentamos sobre o perfil do outro sem ao menos vê-lo.
Preservar na escola a língua materna é importante, assim como os dialetos estrangeiros, gírias, percebendo que cada qual faz parte de um determinado grupo social no qual estão inseridos.
Nesses dialetos ou variantes lingüísticas etárias, variantes de sexo, geográficas (Bahia, Rio de Janeiro, Ceará).
Façamos um paralelo sobre a linguagem utilizada nas revistas em quadrinhos do “Chico Bento” onde se destaca o dialeto caipira, tomando contato com o dialeto utilizado no nosso estado do Espírito Santo destacando algumas palavras e o seu uso na norma culta.
Ressaltar para as nossas crianças a importância de se valorizar a língua materna e acrescentar na nossa linguagem a norma culta aprofundando nossos conhecimentos porque é através dele que podemos conviver com outros grupos sociais e outras zonas dialetais numa constante evolução da língua através dos seus dialetos, gírias, estrangeirismo.
Ainda que se conseguisse uma gramática explícita do povo brasileiro, em breve estaria desatualizada e o professor, obrigado a novos ajustes.
Portanto, o professor precisa se adequar aos padrões da língua sendo o professor competente e seguro, livre e bem informado do que ocorre de novo no campo das pesquisas da língua e linguagem. Não para mudar o aluno, mas, para junto com ele praticar a língua de maneira adequada e fazer com que ele se sinta melhor e dono do seu conhecimento.
16/11/2010
Eliane Auer (Moça Bonita)
Enviado por Eliane Auer (Moça Bonita) em 16/11/2010
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